“Caminhei diretamente em sua direção, ela se esquivou. Por alguma razão ela não queria olhar fixamente nos meus olhos. Tentei segurar sua mão, porém minha tentativa foi em vão. Não estava entendendo nada do que acontecia naquele momento. Era estranho. Ela estava diferente, notei assim que a avistei. Calada, fechada, ela não falava o tempo todo, mas quando abria a boca meu amigo, ninguém fazia ela parar de falar. Mantendo distância, negando os meus abraços e beijos, os meus cafunés. Senti que algo estava diferente, o silêncio já não era mais o mesmo, este machucava, e muito. Machucava tanto, mais tanto, que a voz dela era o que eu mais queria naquele momento, nem que fosse para me xingar. Qualquer palavra dela naquele momento, tiraria toneladas das minhas costas, eu já não aguentava mais tanta angústia. Tinha medo de tomar uma iniciativa, de falar algo e só piorar o clima daquele momento. Mas precisava fazer alguma coisa, já não aguentava mais. Foi quando me movi lentamente, tentando mais uma vez segurar a sua mão, desta vez ela cedeu e deixou que eu a segurasse. Comecei beijando o entorno da sua mão esquerda, fui subindo vagarosamente pelo punho, braço, cotovelo, até chegar no ombro. Desloquei o meu corpo para mais perto, removi os cabelos que estavam por cima do seu pescoço, beije-o levemente, depois com um pouco mais de força e intensidade. Com a respiração acelerada, levei minha boca até o seu ouvido, sussurrando disse: Eu amo você.”
| — | Cleber Oliveira |
Achei lindo, resolvi partilhar rs
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